17/08/2022

O que é o E-commerce?

O e-commerce ou comércio eletrônico como também é conhecido, é uma das maiores forças do mercado atual e ele não para de crescer. Afinal, através dele é possível comprar e vender pela internet diversos tipos de produtos nos mais variados canais de vendas online.

Para os consumidores, o e-commerce já virou um hábito. É impossível parar de aproveitar a praticidade de comprar seus produtos ou serviços de qualquer lugar que esteja.

Já para os lojistas, o e-commerce é uma grande oportunidade de fechar novos negócios.

O setor possibilita vender mais e fidelizar clientes de qualquer lugar por ser um tipo de comércio sem fronteiras.

O e-commerce reúne um universo de recursos e possibilidades que vamos te apresentar neste guia completo! Se você tem o sonho de iniciar sua própria loja online este artigo é para você!

Vamos ensinar o passo a passo para criar a sua loja virtual do zero e impulsionar as vendas do seu negócio! vamos lá?

O que é e-commerce?

E-commerce é um tipo de negócio conhecido principalmente pela sua praticidade em oferecer operações totalmente online. Na prática, o lojista pode comercializar seus produtos ou serviços através de um site personalizado para melhor atender seu público.

Um e-commerce conta ainda, com serviços de pagamento online, integrações com diversos marketplaces e redes sociais.

Ou seja, é considerada uma operação completa para facilitar a vida de quem compra e também de quem vende.

Mais adiante, você vai ver que o comércio entre lojas e consumidores, embora seja o mais comum, não é o único tipo de e-commerce que existe.

Nessas operações, os compradores navegam pela plataforma de vendas em busca de produtos e serviços, adicionam os itens no carrinho de compras e finalizam a transação com algum meio de pagamento online. 

Para o consumidor, parece que o e-commerce se resume a esse processo de compra.

No entanto, para o lojista, o e-commerce envolve muito mais. 

Quem vende pela internet precisa estruturar um negócio, que vai desde o planejamento de marketing, vendas, finanças, estoque e logística, até o recebimento e a gestão dos pedidos na plataforma de vendas.

Ou seja, há muito trabalho por trás do e-commerce que o consumidor vê. 

 

 

o que é e-commerce

Neste artigo, você vai entender melhor como estruturar o seu negócio online para vender muito mais pela internet.

Diferença entre marketplace e e-commerce

Para entender o que é e-commerce, é importante saber também as diferenças entre conceitos que costumam se confundir no dia a dia. Um deles é o marketplace.

Marketplaces são sites de vendas que reúnem diversos lojistas, como se fosse um shopping online em que os consumidores podem escolher entre vários vendedores em uma só plataforma.

Geralmente os marketplaces são grandes marcas conhecidas.

Alguns exemplos são: Mercado Livre, Magazine Luiza e Americanas, que oferecem grande visibilidade e clientela para os lojistas, além de plataformas prontas para vendas.

Os marketplaces são tão populares que muitas vezes se confundem com o e-commerce.

Em uma pesquisa realizada pela UPS Pulse of the Online Shopper, 96% dos brasileiros afirmaram que já haviam usado um marketplace.

Os consumidores podem até não perceber que estão em um marketplace. 

Mas, para quem vende, é importante saber a diferença: o marketplace é apenas um canal de vendas pela internet. 

Enquanto o e-commerce é mais abrangente e envolve todas as operações online de compra e venda, inclusive em outras plataformas.

Diferença entre loja virtual e e-commerce

Outro conceito que costuma se confundir com o e-commerce é a loja virtual. 

Muitas vezes, utilizamos como sinônimos: criar um e-commerce, por exemplo, geralmente significa criar uma loja virtual. Mas existe uma diferença.

Assim como marketplaces, lojas virtuais também são apenas um dos canais de vendas do e-commerce. 

São ambientes virtuais que pertencem a apenas um lojista, que tem a sua própria estrutura de vendas. Geralmente em uma plataforma de e-commerce que oferece a interface de vendas e de gestão do negócio.

Lojas virtuais são a forma mais tradicional de vendas pela internet. 

Mas isso não quer dizer que o e-commerce se resuma a elas. 

Hoje existem outros canais de vendas que fazem parte do comércio eletrônico e que também podem ser usados pelos lojistas para vender mais.

Como funciona o e-commerce?

Para entender como funciona um e-commerce, podemos analisar o comércio eletrônico por duas perspectivas: de quem compra e de quem vende.

Os consumidores geralmente não fazem ideia de tudo que está por trás do site ou aplicativo em eles compram os produtos. 

Para eles, o e-commerce é como um grande shopping em que é possível circular por várias lojas, olhar as vitrines, pesquisar produtos e comparar preços.

Como a compra é à distância, a principal diferença em relação às lojas físicas é que não é possível experimentar os produtos. 

Então, os clientes podem visualizar fotos e vídeos do produto no site, ler as descrições detalhadas e saber as opiniões de outros clientes para embasar sua decisão de compra.

Quando o cliente escolhe uma loja, ele deve selecionar os produtos que deseja comprar, adicionar na sacola ou no carrinho e finalizar a compra no checkout do e-commerce. 

Nesse momento, é preciso preencher os dados pessoais, de endereço e pagamento, para finalizar a compra e, depois do prazo determinado pela loja, receber o produto em mãos.

Para os vendedores, o e-commerce funciona como qualquer negócio, que precisa de planejamento e estrutura, mas que efetua suas vendas pela internet.

Os lojistas podem criar sua própria loja virtual ou aplicativo de vendas, inserir seus produtos em marketplaces ou até usar as redes sociais para vender.

Nessas plataformas, o vendedor deve inserir seus produtos, criar menus e categorias, usar imagens atrativas e criar um layout que ofereça a melhor experiência de compra ao cliente.

Além disso, as ferramentas de vendas também oferecem um ambiente de gestão da loja, que permite organizar as vendas, receber os pedidos e controlar o desempenho do negócio.

A escolha da plataforma é essencial, mas mais importante ainda é estruturar a gestão do negócio.

Áreas de marketing, estoque e logística, são especialmente, as mais determinantes para o sucesso do seu e-commerce.

Quais as vantagens de ter um e-commerce?

Vender pela internet já é um hábito dos consumidores e uma grande oportunidade de negócio para os vendedores. 

É possível vender para mais pessoas, envolver os clientes, reduzir custos, entre outras vantagens que vamos ver a seguir.

Mas isso não quer dizer que seja fácil. Como dissemos, ter um e-commerce traz desafios de gestão como qualquer outro negócio, além de dificuldades específicas das vendas online.

A seguir, vamos entender melhor quais são as vantagens de ter um e-commerce, mas também os desafios que isso traz.

Aumentar as vendas da loja

No e-commerce, você pode vender para pessoas que estão na sua esquina, mas também para quem está do outro lado do mundo. 

Não há fronteiras na internet, então você pode levar seus produtos para mais pessoas e aumentar as vendas da sua loja. 

Como o hábito de comprar pela internet já se popularizou, você tem milhões de clientes para conquistar.

Reduzir custos operacionais

Em relação às lojas físicas, o e-commerce permite reduzir custos operacionais, que são aqueles necessários para manter as operações de uma empresa. 

Com um marketplace ou loja virtual, você não precisa mais gastar com aluguel, energia ou manutenção de um espaço, por exemplo.

 É possível criar uma operação enxuta, com gastos mínimos.

Oferecer uma melhor experiência ao cliente

O cliente do e-commerce pode comprar onde e quando quiser — basta ter um celular na mão e uma conexão com a internet. 

Se você não oferece uma opção de compra online, o consumidor poderá ficar frustrado. 

Por outro lado, se o cliente acessar sua loja virtual, escolher os produtos e conseguir finalizar a compra facilmente, automaticamente você oferecerá uma experiência valiosa ao cliente

Consequentemente, também irá conquistar esse cliente que ficará encantado com sua marca.

Integrar com estratégias de marketing digital

É mais fácil integrar o marketing digital com o e-commerce do que com o comércio presencial. 

Na internet, basta direcionar o clique do usuário até a sua loja para fazê-lo entrar no seu e-commerce na aba do navegador ao lado. 

Assim, transformar seguidores das redes sociais e assinantes do e-mail marketing em clientes se torna mais simples.

Monitorar os resultados da loja virtual

O e-commerce e o marketing digital têm uma grande vantagem em relação às operações físicas: na internet, é possível mensurar seu desempenho. 

Você pode monitorar os passos dos usuários e saber exatamente quantas pessoas clicaram no link do e-mail ou deixaram produtos no carrinho, por exemplo.

 Assim, as estratégias podem ser ajustadas e aprimoradas.

Desafios de um e-commerce

Mas nem tudo no e-commerce é tão simples…Vender pela internet também traz alguns desafios. 

Dentre os principais desafios, está a gestão de estoque e logística, que exigem um planejamento eficiente para não prejudicar a experiência do cliente nem gerar gastos desnecessários.

Problemas de estoque ou logística afetam a entrega do produto ao cliente , que pode recebê-lo com atraso ou com avarias, por exemplo. 

Além disso, não gerenciar bem essas áreas pode gerar altos custos de armazenamento, com aluguel de espaço e depreciação dos produtos.

Outro desafio comum aos empreendedores da internet é compreender o complexo sistema tributário do Brasil. 

Ao vender pela internet, você precisa pagar tributos à Receita Federal, que se referem principalmente à circulação de mercadorias e serviços (ICMS) e podem variar conforme o estado de destino da venda.

É importante ter um contador ao seu lado para cumprir corretamente as obrigações fiscais e tributárias; se não, elas podem gerar multas e penalidades.

Vale a pena lembrar que a internet é um ambiente novo para muitos empreendedores.

É preciso compreender a internet, seus canais e suas possibilidades para se comunicar melhor com os consumidores e aproveitar todas as oportunidades.

A possibilidade de mensurar o desempenho, por exemplo, é uma vantagem do e-commerce, mas exige conhecimento sobre as métricas e ferramentas de análise de dados. 

Você deve entender os principais indicadores, saber por que as pessoas estão abandonando o carrinho no e-commerce e adotar medidas para evitar isso.

Muitas vezes, é necessário realizar cursos e estudar conteúdos sobre e-commerce e marketing digital para saber onde você está se metendo.

Vale a pena investir nesse conhecimento!

Quais tipos de e-commerce existem?

Existem diversos tipos de e-commerce. Eles podem ser classificados pelo tipo de negócio (B2C, B2B, C2C etc.), pela plataforma de vendas (mobile, social, chat etc.), entre outras classificações. 

A seguir, vamos explicar rapidamente os principais modelos, para que você possa escolher o mais adequado para o seu negócio.

Business to Consumer – B2C

B2C é o modelo de e-commerce com o qual estamos mais acostumados. 

São lojistas que vendem em suas lojas virtuais ou marketplaces diretamente para o consumidor final, sem intermediários. 

Podem ser varejistas ou prestadores de serviços.

Direct to Consumer – D2C

D2C é outra modalidade bastante comum, que consiste na venda direta entre o fabricante e o consumidor final, também sem intermediários. 

O lojista não precisa de varejistas para chegar até o comprador. Em geral, isso traz economia para o vendedor, embora possa diminuir sua capilaridade.

Business to Business – B2B

E-commerce B2B é a modalidade de comércio eletrônico entre empresas. 

Podem ser atacadistas ou fabricantes, que vendem para os varejistas, ou empresas que vendem soluções para outros negócios, como softwares empresariais ou produtos para escritórios.

Business to employee – B2E

O modelo de e-commerce B2E é focado na venda para os colaboradores da empresa.

É uma modalidade mais recente, em que as empresas oferecem produtos e serviços aos seus funcionários, geralmente com condições especiais. 

Podem ser produtos e serviços da própria empresa ou de parceiros.

Consumer to Business – C2B

C2B é um modelo que inverte o mais tradicional: são as pessoas físicas que vendem para as empresas, em vez do contrário. 

Embora seja mais raro, existe um exemplo comum de e-commerce C2B que é a venda de fotos para bancos de imagens.

Consumer to Consumer – C2C

O modelo de e-commerce C2C é comum atualmente. 

Trata-se do comércio eletrônico entre pessoas físicas, o que acontece, por exemplo, na venda de produtos usados em plataformas como Enjoei e OLX.

Consumer to Administration – C2A

O e-commerce C2A se refere à venda de produtos e serviços de pessoas físicas para a administração pública. 

Pode acontecer, por exemplo, na prestação de serviços por professores e médicos. 

Também pode ser chamado de Citizen to Government (C2G), ou seja, do cidadão para o governo.

Business to Administration – B2A

B2A é a venda de empresas para a administração pública.